Sou professor de matemática, e foi dando aula que eu aprendi quase tudo que sei
sobre explicar as coisas. Também sou desenvolvedor de software e fiz pós-graduação
em neuropsicopedagogia e em gestão de pessoas na USP, além de outras formações
pelo caminho. Mas título no papel nunca segurou a atenção de ninguém numa
sexta-feira à tarde.
O que segura é conversa. Passei anos dando aula de programação para gente convencida
de que aquilo não era para ela, e boa parte desse tempo foi eu descobrindo que
o problema não estava no aluno, estava no jeito que eu explicava.
Isso mudou como eu falo com qualquer plateia desde então.
Hoje desenvolvo sistemas para a indústria, na área de gestão de conformidade com
normas como NR10, NR17 e NR23, lidando com dados sensíveis e controle de acesso.
É um trabalho que me põe dentro de fábrica com frequência, conversando com quem
opera, com quem faz inspeção e com quem responde pela segurança. Aprendi muito mais
ouvindo essas pessoas do que lendo sobre elas.
Por isso a palestra não é aula e não é sermão. Quem trabalha na
planta entende da rotina da planta melhor do que eu jamais vou entender. O que eu
trago é o outro lado da moeda: tecnologia, golpe digital, o que anda acontecendo
com adolescente na internet. A conversa boa nasce quando essas duas coisas se encontram.
Pode me interromper, pode discordar, pode contar o caso que aconteceu na sua casa.
Não existe pergunta boba nesse assunto. As melhores conversas que eu
já tive sobre isso começaram com alguém dizendo, meio sem graça, que não entende
nada de computador.
Formação e trajetória
- Professor de matemática
- Pós em Neuropsicopedagogia
- Gestão de Pessoas pela USP
- Desenvolvimento de software
- Sistemas para a indústria
- Especialista em IA
- Palestrante convidado em eventos públicos